sexta-feira, 6 de novembro de 2009

Tanta beleza no mundo
e eu perdendo tempo comigo mesmo.
Tanta alegria por aí
e eu choro só com meu violão.
A vontade da música
é tocar pra ser ouvida.
O filme irradia luz pra ser visto.
A vida pulsa pra se compartilhar
E os sentimentos são um raio
indo direto ao coração de alguém.

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

Estou começando a achar que a sabedoria e a criação artística são coisas totalmente opostas.

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

Hoje eu estive apaixonado pela Lua.
Hoje ando só e não tenho medo
nem nada que possa perder.
E só perde quem tem.
Não tenho nada porque apenas sou.
Hoje piso em falso sem risco de cair.
Meus passos vão soltos no ar e seguros por um anjo que eu não conheço mas que sou eu mesmo.
Hoje eu vi que o Universo é infinito.
Hoje poderia estar certo de ser o dono da rua
não fosse a energia que sinto
do sono tranquilo que zumbe das casas
dos cãos que latem
quando sentem meu cheiro.

Ainda bem
que há cães que latem
e sentem cheiros.

Conversando com os gatos
entendi
que quando conto os passos pela rua
canto melhor meus pensamentos.

Hoje sinto amor e tudo é simples
Harmonia que vem é o meu deleite
de escrever cem versos que existem por conta da Lua.

É como se eu próprio não existisse
e só o que resiste é a Lua.

quinta-feira, 29 de outubro de 2009

A Idade da Terra

Jesus Índio: - Nero também pensava a merrma coisa meu irrmão. No entanto se deu mal.
Eu não tenho nada contra a violência.
Agora vou mostrar que você está endemoniado.
Vou lhe provar o que acontece da matéria sobre o espírito, e vocÊ enfim terá paz meu irmão.

(despeja uma garrafa de cerveja na cabeça do outro)

Outro: - Até que enfim, eu encontrei a minha felicidade!

Jesus Índio: - O perdão foi inventado pelo Homem. Sigam a vida de vocês, e se o Pai nos perdoa, então estamos todos perdoados.

terça-feira, 13 de outubro de 2009

A minha vida é um delírio
Um sonho que nunca se realiza
É uma carroça puxada por um cavalo que não puxa nada e que leva uma carroça que não existe
O ar que entra não passa pelos meus pulmões.
Ele se dissolve numa angústia vazia.
Meu coração bate e não faz mais do que bombear sangue.
Um sangue ralo e sem cor.
Meu coração está murxo de amor
A cachaça não ébria nem dá dor de cabeça!
A natureza é um ópio que não tem torpor.
A cidade-concreto é uma cocaína sem empolgação.
A vida passa e não estou de mãos enlaçadas
Não há alguém que me dê um soco na cara
Comida que mate a minha fome
Amor que me exploda
Morte que se faça Vida
Nada, que me chacoalhe e me estapeie e me desperte desse delírio.
Comi bananinha amassada com aveia
E caguei um cacho de bananas e uma caixa de aveia lacrada com o preço do supermercado.

terça-feira, 6 de outubro de 2009

Vamos tocar as músicas simples
Nada de acordes sofisticados e melodias pomposas
Cantemos o que coloque o coração na boca
Vamos cuidar de nós
Beber alegria
Saborear a vida
Viajar e gastar todo nosso dinheiro
Andar à noite pelas ruas com nossos amigos
Em silêncio
Esquecer da fome e do sono
Algumas bananas e um pouco de pão por dia devem bastar
Meditar ao invés de dormir
Porque assim sonhamos acordados
Porque em breve tudo vai explodir
E agora independe da nossa vontade.

sexta-feira, 2 de outubro de 2009

Chuá
Chuá
Chuá
Pela rua a
caminhar
Chuá
Chuá
Chuá
A chuva é minha amiga
E eu não vou me
resfriar
Chuá
Chuá
Chuá
Ponto de ônibus
.
.
.
.
Chuá
Chuá
Chuá
Um homem de chuá
Sem guarda-chuá
Levou seu cão pra passear
Chuá
Chuá
Chuá
Com calma você vai
chegar
Chuá
Chuá
Chuá
Cantando o tempo
Logo vai passar
Chuá
Chuá
Ponto de ônibus
.
.
.
.
Chuá
Chuá
Chuá
O Professor cancelou a aula.
Hoje é dia de chuá
Chuá
Chuá
Pela rua vou de novo a caminhar...