Ondas se alevantam insatisfeitas
Hoje eu acordei insatisfeito
Andei bebendo cerveja de mais ontem à noite
Você tem bebido demais do sacolejo indigesto do planeta
Entendi agora os olhos de Capitu.
A fúria que sequer aceita passivamente um mergulho
Sem lançar para fora o entulho que o invade
No momento do teu sono mais profundo.
Pedras escondidas saltam para fora da areia águas explodem nos trapiches e contra elas mesmas
Passantes param e observam
Hoje é o seu dia Oceano
Quando tens o seu direito de descansar e perturbar o mundo
Nada de capoeiras e leituras e meditações!
A areia só tem o lixo humano que cuspiste e o resto de natureza rasgada que varreste com sua grandeza implacavelmente bela
Nada de tranquilidade!
A maresia me envolve no pavor de ser engolido sem pegadas e bilhetes de Adeus
Ah quanta pequenez!
O Pavor
A Capoeira
O êxtase e a explosão!
Tudo muito humano demasiado humano
Aos olhos do Universo a nossa íris é poeira cósmica
Olhando de baixo
Porque de cima
A ressaca é a serenidade d0 mar
"Tudo o que eu digo que é meu, vocês podem dizer que é de vocês: de outro modo, escutar-me seria perder tempo." Walt Whitman
segunda-feira, 11 de maio de 2009
sexta-feira, 10 de abril de 2009
O Mito da Evolução da Humanidade
A Humanidade no sentido como a conhecemos, pela história datável de que constam os estudos paleontológicos e arqueológicos, tem por volta de 12.000 anos.
Desde então muita coisa se modificou.
Fala - se muito em Evolução; para mim isso é uma falácia.
Negar que o homem mudou é tão ignorante quanto dizer que ele evoluiu.
As mudanças são evidentes quando comparamos os níveis de desenvolvimento: das comunicações entre os seres, das ferramentas utilizadas por ela(a Humanidade), da linguagem, das expressões artísticas, da alimentação, dos meios de transporte, das formas de governo, da medicina, e tudo o mais que permeia nosso cotidiano, que no fundo temos em comum com o homem antigo da Revolução Agrícola.
O que é absurdo, e que para mim esculacha qualquer afirmação de evolução, é que uma preocupação fundamental das coisas humanas existia, desde o homem da pré-história, e persiste até hoje - a preocupação com a sobrevivência.
As pessoas nômades eram nômades não pelo prazer hippie de viajar, mas porque elas mudavam de lugar em busca de comida, abrigo, aconchego térmico.
Quando elas evoluiram para as técnicas de agricultura e domesticação de animais, a preocupação com a alimentação foi sanada, a de abrigo também e, encontrar um lugar ameno para plantar significava tamém encontrar um lugar com temperaturas mais suportáveis de viver.
Claro que, enquanto alguns grupos conseguiram desenvolver técnicas agro-pecuárias, outros permaneciam nômades, e alguns conflitos surgiram daí.
Os vagantes queriam a estabilidade, mas ainda não tinham técnica para isso.
A Guerra nasceu.
Quem tem terra e planta, se defende de quem não tem e ataca.
O tempo foi passando, passando, passando e pronto, estamos no hoje.
A comunicação, que se dava pela via oral exclusivamente, hoje goza de inúmeras ferramentas que permitem um alcance infinito dentro e fora da Terra(satélites, telefones, internet e blá blá blá); a aliementação tem requintes artísticos e medicinais(alta Gastronomia, leiam o livro "Alimentos contra o Câncer"); o transporte, que se limitou aos pés e às pernas, passou pelos cavalos, conta com carros, trens, aviões, navios.
Agora lhes pergunto, e a sobrevivência?
Antes, fazia - se guerra para sobreviver, hoje se trabalha.
Mas não é essa concorrência pelo emprego, uma guerra pela sobrevivência?
Exige - se cada dia mais de um conhecimento extra(ensino médio, línguas estrangeiras, conhecimentos em informática, curso superior, pós - graduação) para que se tenha um emprego adequado à sociedade tecnológica.
O Movimento dos Sem-Terra é um grupo de pessoas nômades que lutam por um pedaço de terra para plantar, pela sua sobrevivência.
É exagero afimar que, como antigamente, algumas pessoas matam outras para sobreviverem?
Alimentação, roupas e outras coisas básicas aos instintos humanos deveriam ser gratuitas.
A Evolução dos Seres, espiritual, intelectual, física, artística, depende de tempo para se constituir.
Pode uma pessoa que passa fome, pensar em política?
Não é preconceito afirmar que o patrimônio intelectual e artístico da humanidade foi construído, pelo menos até meados do século XIX, pela Aristocracia, pela Nobreza e pela Alta Burguesia.
São eles que tinham tempo de pensar, de desenvolver habilidades artísticas, e claro, tinham poder e dinheiro para que isso fosse guardado e preservado ao longo dos tempos.
Isso aconteceu desde sempre.
Os grupos que conseguiram, na alvorada da estabilidade humana, plantar o seu próprio alimento, enquanto esperavam o alimento germinar, se desenvolver e ser colhido, tinham tempo de olhar para o céu, observar as estrelas, entender o fucionamento doUniverso, das fases da Lua, das posições do Sol.
Todo esse conhecimento só pode vir do tempo livre.
Faz 12.000 anos que perdemos todo tempo de nossas vidas mirabolando como sobreviver.
Se o custo de todas as fases dos meios de produção de alimentos são excluídos, a comida pode ser de graça.
Distribui - se a terra não para grandes empresas, mas para diversas famílias de pequenos produtores, onde todos eles plantam de tudo, ficando responsáveis pelo abastecimento de determinadas regiões, exclui - se os agrotóxicos, implantando técnicas agroecológicas e artesanais, que são muito mais eficientes, produtivas, saudáveis, justas.
Para essas famílias que produzirem o alimento da humanidade, dá - se benefícios, sejam eles quais forem, dinheiro, carro, eletrodmésticos, conhecimento, viagens, qualquer coisa, mantendo - se o fato de que a comida que eles produzirem será distribuída por aí de graça.
Obviamente, as pessoas tem necessidades particulares, mas digo que essa comida distribuída gratuitamente é o mínimo para que se tenha saúde e despreocupação com o que se comer amanhã. O que for extra, o prazer de comer, alimentos mais sofisticados, que as pessoas busquem por si próprias.
O que não dá é a humanidade barrar sua evolução por preocupações tão banais e cotidianas como essa.
Afinal, são 12.000 anos(se levarmos em conta apenas o período de sedentarismo do Homo sapiens pois, tomando como base o início de sua existência, são milhões de anos) de inquietação com o mesmo problema. Não lhes parece haver algo de errado com isso?
Desde então muita coisa se modificou.
Fala - se muito em Evolução; para mim isso é uma falácia.
Negar que o homem mudou é tão ignorante quanto dizer que ele evoluiu.
As mudanças são evidentes quando comparamos os níveis de desenvolvimento: das comunicações entre os seres, das ferramentas utilizadas por ela(a Humanidade), da linguagem, das expressões artísticas, da alimentação, dos meios de transporte, das formas de governo, da medicina, e tudo o mais que permeia nosso cotidiano, que no fundo temos em comum com o homem antigo da Revolução Agrícola.
O que é absurdo, e que para mim esculacha qualquer afirmação de evolução, é que uma preocupação fundamental das coisas humanas existia, desde o homem da pré-história, e persiste até hoje - a preocupação com a sobrevivência.
As pessoas nômades eram nômades não pelo prazer hippie de viajar, mas porque elas mudavam de lugar em busca de comida, abrigo, aconchego térmico.
Quando elas evoluiram para as técnicas de agricultura e domesticação de animais, a preocupação com a alimentação foi sanada, a de abrigo também e, encontrar um lugar ameno para plantar significava tamém encontrar um lugar com temperaturas mais suportáveis de viver.
Claro que, enquanto alguns grupos conseguiram desenvolver técnicas agro-pecuárias, outros permaneciam nômades, e alguns conflitos surgiram daí.
Os vagantes queriam a estabilidade, mas ainda não tinham técnica para isso.
A Guerra nasceu.
Quem tem terra e planta, se defende de quem não tem e ataca.
O tempo foi passando, passando, passando e pronto, estamos no hoje.
A comunicação, que se dava pela via oral exclusivamente, hoje goza de inúmeras ferramentas que permitem um alcance infinito dentro e fora da Terra(satélites, telefones, internet e blá blá blá); a aliementação tem requintes artísticos e medicinais(alta Gastronomia, leiam o livro "Alimentos contra o Câncer"); o transporte, que se limitou aos pés e às pernas, passou pelos cavalos, conta com carros, trens, aviões, navios.
Agora lhes pergunto, e a sobrevivência?
Antes, fazia - se guerra para sobreviver, hoje se trabalha.
Mas não é essa concorrência pelo emprego, uma guerra pela sobrevivência?
Exige - se cada dia mais de um conhecimento extra(ensino médio, línguas estrangeiras, conhecimentos em informática, curso superior, pós - graduação) para que se tenha um emprego adequado à sociedade tecnológica.
O Movimento dos Sem-Terra é um grupo de pessoas nômades que lutam por um pedaço de terra para plantar, pela sua sobrevivência.
É exagero afimar que, como antigamente, algumas pessoas matam outras para sobreviverem?
Alimentação, roupas e outras coisas básicas aos instintos humanos deveriam ser gratuitas.
A Evolução dos Seres, espiritual, intelectual, física, artística, depende de tempo para se constituir.
Pode uma pessoa que passa fome, pensar em política?
Não é preconceito afirmar que o patrimônio intelectual e artístico da humanidade foi construído, pelo menos até meados do século XIX, pela Aristocracia, pela Nobreza e pela Alta Burguesia.
São eles que tinham tempo de pensar, de desenvolver habilidades artísticas, e claro, tinham poder e dinheiro para que isso fosse guardado e preservado ao longo dos tempos.
Isso aconteceu desde sempre.
Os grupos que conseguiram, na alvorada da estabilidade humana, plantar o seu próprio alimento, enquanto esperavam o alimento germinar, se desenvolver e ser colhido, tinham tempo de olhar para o céu, observar as estrelas, entender o fucionamento doUniverso, das fases da Lua, das posições do Sol.
Todo esse conhecimento só pode vir do tempo livre.
Faz 12.000 anos que perdemos todo tempo de nossas vidas mirabolando como sobreviver.
Se o custo de todas as fases dos meios de produção de alimentos são excluídos, a comida pode ser de graça.
Distribui - se a terra não para grandes empresas, mas para diversas famílias de pequenos produtores, onde todos eles plantam de tudo, ficando responsáveis pelo abastecimento de determinadas regiões, exclui - se os agrotóxicos, implantando técnicas agroecológicas e artesanais, que são muito mais eficientes, produtivas, saudáveis, justas.
Para essas famílias que produzirem o alimento da humanidade, dá - se benefícios, sejam eles quais forem, dinheiro, carro, eletrodmésticos, conhecimento, viagens, qualquer coisa, mantendo - se o fato de que a comida que eles produzirem será distribuída por aí de graça.
Obviamente, as pessoas tem necessidades particulares, mas digo que essa comida distribuída gratuitamente é o mínimo para que se tenha saúde e despreocupação com o que se comer amanhã. O que for extra, o prazer de comer, alimentos mais sofisticados, que as pessoas busquem por si próprias.
O que não dá é a humanidade barrar sua evolução por preocupações tão banais e cotidianas como essa.
Afinal, são 12.000 anos(se levarmos em conta apenas o período de sedentarismo do Homo sapiens pois, tomando como base o início de sua existência, são milhões de anos) de inquietação com o mesmo problema. Não lhes parece haver algo de errado com isso?
terça-feira, 10 de março de 2009
A televisão narrativa e a fabricação de ídolos
O Corinthians é o time de futebol que mais atrai publicidade para si.
Parece que, de uns 4 ou 5 anos pra cá, algumas contratações se baseiam na publicidade que esses jogadores trarão para o time.
Recentemente, o time contratou Ronaldo, o "fenômeno", com o aparente propósito de dar ao jogador a forma física adequada aos padrões europeus, para que o atacante volte a jogar no velho continente.
Mas apenas o fato de ele estar contratado, já sustenta metade do tempo dos programas de esporte nacionais.
A televisão, notadamente a rede Globo, angaria para si a responsabilidade de promover o Timão.
Dizer que sua postura midiática é conivente com a política da Direção do clube é um eufemismo, uma suavização desnecessária.
A rede Globo é promotora dessa "festa" em cima do Corinthians.
A novela "Ronaldo, o 'fenômeno'", mostra, desde sua chegada ao Brasil, a saga de um herói em busca de sua superação e provável consagração.
As reportagens diárias dão conta do cotidiano do jogador, os seus avanços, as gramas que ele perdeu em um dia.
A reportagem assim, perde seus status de "documento", com intuito apenas de mostrar o que acontece em um grande time de futebol brasileiro, para se transformar em narrativa.
Há uma progressão construída, baseada no fato real de que o jogador precisa primeiro entrar em forma para depois entrar em campo.
Essa evolução narrativa teve o seu desfecho(parcial, é óbvio) no clássico Palmeiras X Corinthians, quando Ronaldo estreou finalmente.
Como nas novelas, a entrada em campo pela 1a vez do jogador foi antecipada de suspense, especulações, torcida pelo triunfo do herói que sofreu, sofreu, e agora terá sua chance de mostrar porque veio ao mundo. O mesmo moralismo contido nos romances românticos do século XIX.
O momento não poderia ser mais oportuno. Um clássico do futebol, o Corinthians sai perdendo, e o herói entra nos 30 minutos finais da partida para salvar o coração sofrido do torcedor.
Alguns lances bonitos e um gol oportunista, de cabeça(como qualquer outro atacante certamente faria), e pronto: "ELE VOLTOU!!".
Os grandes jogos de futebol são cobertos por um sem número de câmeras, que dão conta de cada milímetro do campo. As belas jogadas, os gols, são acompanhados por zooms telescópicos, de diversos ângulos, que proporciona à imagem dos jogadores alguma coisa maior que eles realmente são.
Isso é a linguagem que proveio originalmente do Cinema. Os recursos da câmera dão um recorte da realidade, para propor uma narrativa.
Hoje em dia Cinema e Televisão se usurpam elementos e se fundem entre si, ficando difícil delimitar as fronterias do que é o quê.
A reportagem do dia seguinte ao jogo ocorreu dentro do esperado: mostrou o craque em seus parcos lances bonitos, mas que mostrado de diversos ângulos, realmente parece que ele fez muita coisa, ou pelo menos mais do que fez.
A reação da torcida ao gol também foi dentro do esperado: pessoas babando inconscientes, grudando no alambrado desesperadamente, Ronaldo indo de encontro aos seus fãs.
Também pudera, o conto de fadas ocorria bem diante de seus olhos, o príncipe saía do imaginário e vinha em suas direções.
Parece que, de uns 4 ou 5 anos pra cá, algumas contratações se baseiam na publicidade que esses jogadores trarão para o time.
Recentemente, o time contratou Ronaldo, o "fenômeno", com o aparente propósito de dar ao jogador a forma física adequada aos padrões europeus, para que o atacante volte a jogar no velho continente.
Mas apenas o fato de ele estar contratado, já sustenta metade do tempo dos programas de esporte nacionais.
A televisão, notadamente a rede Globo, angaria para si a responsabilidade de promover o Timão.
Dizer que sua postura midiática é conivente com a política da Direção do clube é um eufemismo, uma suavização desnecessária.
A rede Globo é promotora dessa "festa" em cima do Corinthians.
A novela "Ronaldo, o 'fenômeno'", mostra, desde sua chegada ao Brasil, a saga de um herói em busca de sua superação e provável consagração.
As reportagens diárias dão conta do cotidiano do jogador, os seus avanços, as gramas que ele perdeu em um dia.
A reportagem assim, perde seus status de "documento", com intuito apenas de mostrar o que acontece em um grande time de futebol brasileiro, para se transformar em narrativa.
Há uma progressão construída, baseada no fato real de que o jogador precisa primeiro entrar em forma para depois entrar em campo.
Essa evolução narrativa teve o seu desfecho(parcial, é óbvio) no clássico Palmeiras X Corinthians, quando Ronaldo estreou finalmente.
Como nas novelas, a entrada em campo pela 1a vez do jogador foi antecipada de suspense, especulações, torcida pelo triunfo do herói que sofreu, sofreu, e agora terá sua chance de mostrar porque veio ao mundo. O mesmo moralismo contido nos romances românticos do século XIX.
O momento não poderia ser mais oportuno. Um clássico do futebol, o Corinthians sai perdendo, e o herói entra nos 30 minutos finais da partida para salvar o coração sofrido do torcedor.
Alguns lances bonitos e um gol oportunista, de cabeça(como qualquer outro atacante certamente faria), e pronto: "ELE VOLTOU!!".
Os grandes jogos de futebol são cobertos por um sem número de câmeras, que dão conta de cada milímetro do campo. As belas jogadas, os gols, são acompanhados por zooms telescópicos, de diversos ângulos, que proporciona à imagem dos jogadores alguma coisa maior que eles realmente são.
Isso é a linguagem que proveio originalmente do Cinema. Os recursos da câmera dão um recorte da realidade, para propor uma narrativa.
Hoje em dia Cinema e Televisão se usurpam elementos e se fundem entre si, ficando difícil delimitar as fronterias do que é o quê.
A reportagem do dia seguinte ao jogo ocorreu dentro do esperado: mostrou o craque em seus parcos lances bonitos, mas que mostrado de diversos ângulos, realmente parece que ele fez muita coisa, ou pelo menos mais do que fez.
A reação da torcida ao gol também foi dentro do esperado: pessoas babando inconscientes, grudando no alambrado desesperadamente, Ronaldo indo de encontro aos seus fãs.
Também pudera, o conto de fadas ocorria bem diante de seus olhos, o príncipe saía do imaginário e vinha em suas direções.
quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009
sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009
Minha cara é de pau
O Ás é de paus
A vida é um risco
Arrisco no jogo
Estar distraído é estar protegido
Rogo ao coração, jogo.
Vergonha
Apreensão
Medo de estar solto
A leveza de tudo se foi
Caminhar ao acaso é sentir o Fogo
É assim e sempre será.
Mas o jogo é conflito,
que nos deixa sem o Véu que vem do Céu
O Material que se perde é pouco
Ruim mesmo é o sufoco.
O Ás é de paus.
Minha cara agora queima em vermelho.
Sem jeito.
Nunca há culpa,
mas o Ás, que agora é de espada,
rasga o Véu da segurança
trazendo impaciência ao Processo.
Inconsequência.
Nunca há culpa ou prejuízo porque tudo é perdoado
Em tal circunstância, salva-se pela palavra.
Mas o diálogo está em jogo.
Porque as cartas estão à mesa,
e a cara é de vergonha.
A palavra resiste, nunca há culpa.
Vira poema ou vira qualquer coisa.
Arriscar é viver a vida leve.
O vento...
E se pesa a cara de pau
O Véu não a cobre,
pois é suave, solto.
E quando jogar com a vida,
os sentimentos puros são a única moeda de aposta.
Quer virar uma carta?
O Ás é de paus
A vida é um risco
Arrisco no jogo
Estar distraído é estar protegido
Rogo ao coração, jogo.
Vergonha
Apreensão
Medo de estar solto
A leveza de tudo se foi
Caminhar ao acaso é sentir o Fogo
É assim e sempre será.
Mas o jogo é conflito,
que nos deixa sem o Véu que vem do Céu
O Material que se perde é pouco
Ruim mesmo é o sufoco.
O Ás é de paus.
Minha cara agora queima em vermelho.
Sem jeito.
Nunca há culpa,
mas o Ás, que agora é de espada,
rasga o Véu da segurança
trazendo impaciência ao Processo.
Inconsequência.
Nunca há culpa ou prejuízo porque tudo é perdoado
Em tal circunstância, salva-se pela palavra.
Mas o diálogo está em jogo.
Porque as cartas estão à mesa,
e a cara é de vergonha.
A palavra resiste, nunca há culpa.
Vira poema ou vira qualquer coisa.
Arriscar é viver a vida leve.
O vento...
E se pesa a cara de pau
O Véu não a cobre,
pois é suave, solto.
E quando jogar com a vida,
os sentimentos puros são a única moeda de aposta.
Quer virar uma carta?
terça-feira, 3 de fevereiro de 2009
Noite adentro
Luz de quarto acesa
cheiro de coentro
Tempero que amanhã vai à mesa
Não é isso que me tira o sono
Muitos copos d´água
Para afogar os soluços
Esquecer-me das mágoas
Minha cabeça é um calabouço
Não é isso que me tira o sono
Engasgo
Cuspo uma palavra que cai no papel
eu leio e rasgo
Brigo, escrevo, esqueço o céu
A noite adentro é de lavra
Dói meu pescoço, eu mudo a rima
Era isso que me tirava o sono.
Engasguei, cuspi
Zzzzzzzz.......
Luz de quarto acesa
cheiro de coentro
Tempero que amanhã vai à mesa
Não é isso que me tira o sono
Muitos copos d´água
Para afogar os soluços
Esquecer-me das mágoas
Minha cabeça é um calabouço
Não é isso que me tira o sono
Engasgo
Cuspo uma palavra que cai no papel
eu leio e rasgo
Brigo, escrevo, esqueço o céu
A noite adentro é de lavra
Dói meu pescoço, eu mudo a rima
Era isso que me tirava o sono.
Engasguei, cuspi
Zzzzzzzz.......
Dormir e sonhar são mutualísticos
Inteiros são quando há descanso
O repouso da alma existe
quando a mente está em silêncio
O sonho é a viagem diária
que nos conduz à nossa evolução
o paraíso onde nos encontramos
sem qualquer interferência externa que haja sobre nós
Para isso é preciso ser sereno
O repouso o descanso e o silêncio da alma
são serenos
Dormir é sagrado e revoluciona nossa vida.
Inteiros são quando há descanso
O repouso da alma existe
quando a mente está em silêncio
O sonho é a viagem diária
que nos conduz à nossa evolução
o paraíso onde nos encontramos
sem qualquer interferência externa que haja sobre nós
Para isso é preciso ser sereno
O repouso o descanso e o silêncio da alma
são serenos
Dormir é sagrado e revoluciona nossa vida.
Assinar:
Postagens (Atom)
